O 2º dia do tríduo em louvor a Santo Afonso foi memorável, sobre a Presidência de Pe. Lourenço que falou a respeito da Espiritualidade Redentorista - espiritualidade esta que se vive na comunidade do Santuário.
A Missa contou com apresentação do teatro que falou sobre a decepção de Santo Afonso com os Tribunais, contou também com uma homenagem feita a todos os Redentoristas que atuam no Santuário, não só a Comunidade Redentorista formada e que aqui vive, como também outros sacerdotes Redentoristas que atuam nas quartas-feiras, tanto celebrando as novenas como atendendo nos confessionários. A todos os Sacerdotes deixamos o nosso muito obrigado, pelo Sim proferido à Jesus.
Confira abaixo a homilia refletida e proferida por Pe. Lourenço Kearns, CSsR:
ESPIRITUALIDADE DE SANTO AFONSO:
Toda a doutrina espiritual de Afonso está contida e resumida no seu livro "A Prática do Amor a Jesus Cristo". Esse livro é o mais maduro e mais pessoal de todos os livros espirituais de Afonso e descreve a alma da pessoa de Afonso e é um comentário sobre seu próprio crescimento espiritual e sua busca da santidade. Foi um tipo de auto-biografia espiritual de Afonso. É o que ele vivia e que o levou a ser uma pessoa muita santa.
Segundo Afonso, amor é a resposta mais concreta que podemos dar a Deus diante da descoberta na fé que Cristo nos amou primeiro. Afonso abre o livro com essa frase: "Toda a santidade e perfeição de uma alma consiste em amar a Jesus Cristo, nosso Deus, nosso bem supremo e nosso salvador". Sem o amor como o centro de nossa espiritualidade todos os outros meios em nossa espiritualidade são inúteis.
Tudo começa com seu conceito básico de Deus. Deus é amor, bondade, doador de si mesmo. Deus é aquele que está constantemente saindo de si para doar-se no amor. Deus é, sobretudo misericordioso e esse característico de Deus foi o que mais tocou Afonso. Como um Deus pode nos amar tanto até quando ofendemo-lo. E a misericórdia de Deus é transformante, isto é, Cristo me ama não porque sou bom ou porque mereço seu amor, mas para me fazer bom e melhor como Ele é. Minha resposta diante do amor divino, segundo Afonso, é de admiração e espanto e o cristão precisa contemplar esse Deus doador de si mesmo. E depois provar meu amor a Ele através da verdadeira conversão no ser e no agir de Cristo.
Deus Pai nos deu sua prova extrema de seu amor na doação de seu filho Jesus Cristo para salvar a humanidade. Cristo é a proclamação eterna do amor do Pai. Na Sua encarnação, Paixão e Morte, Cristo simplesmente proclamou e manifestou o amor do Pai "Para ver e sentir o amor do Pai”, disse Alfonso, “basta olhar Cristo na cruz". O Pai mandou seu filho para nós porque Ele nos ama. O Cristão então é convidado a contemplar freqüentemente esse amor de Deus nos mistérios de seu Filho para enxergar e amar o Pai em resposta de amor. Sou convidado por Deus a experimentar seu amor e responder para esse amor. Toda a espiritualidade de Afonso é resposta - orientada. E ficar apaixonado por Cristo e por Cristo ajudar outras a fazer a mesma coisa.
Não foi a intenção de Afonso de dar uma lista de virtudes, mas ele indicou que há respostas essenciais:
I - A CARIDADE: para Afonso a caridade é a única resposta. Temos que deixar o Espírito Santo agir em nós. Mas para abrir-se ao Espírito Santo precisa de fé e Esperança
A fé para Afonso é que aceito e acolho esse amor de Deus em minha vida. Diante do mistério de Deus o homem fica na admiração e experimenta o amor de Deus. Fé é a valorização do cotidiano, minha experiência de amor de Deus está nas coisas pequenas, nas coisas comuns. Fé é estar alerto para perceber essa presença amorosa de Deus na história. A fé é acreditar na presença amorosa e redentora de Cristo que se manifesta especialmente na oração como um dom universal.
Afonso evitou toda a teologia complicada sobre a questão “quem vai ser salvo? Esperança para Afonso é aceitar a fragilidade humana como um pecador, mas nunca perder a confiança no plano amoroso da salvação de Deus. Se o Pai nos deu seu próprio Filho, o que Ele poderia nos recusar? Esperança é assumir o fato que o amor de Deus é maior do que os nossos pecados, e que, em Deus, há Copiosa Redenção.
Afonso frisa o fato que a santidade é a vocação de todos os batizados e não o privilégio de poucos. Afonso disse que todos são chamados para uma opção radical para santidade segundo a vivência sincera de sua vocação. Segundo Afonso, o formulário para ser santo não é um formulário mágico. A santidade é simplesmente tentar fazer tudo para agradar a Deus. E para conseguir isso, nada é mais importante do que buscar e estar em sintonia com a vontade de Deus. Santidade então, é a busca diária do Asacramento da vontade de Deus@. Essa vontade de Deus se manifesta na Bíblia, nos sinais dos tempos, na comunidade, mas, sobretudo, está nas coisas simples do cotidiano. Tentar agradar a Deus nas coisas simples é o caminho para a santidade.
Segundo Afonso, a uniformidade de vontades é a meta de toda santidade, e não é nada fácil. Uniformidade significa uma total aceitação de todas as minhas limitações: físicas, morais e psíquicas. Na dor, privações ou sofrimentos nós temos que identificar-¬nos com Cristo o sofredor e oferecer isso como nossa resposta de amor ao Pai, e isso numa atitude contínua e concreta. É por meio dessa atitude que eu mostro que amo a Deus.
Para Afonso, uniformidade com a vontade divina é simplesmente o outro lado da moeda de amor. "0 efeito principal de amor é para unir a vontade dos amantes para que eles possam ter somente uma mente e um coração”
Que Afonso nos ensine a simplicidade do caminho para santidade. Amor, fé, esperança e acolher o amor de Deus como dom e graça e responder para esse amor com igual amor. Santo Afonso rogai por nós.
sábado, 31 de julho de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
1º dia do Triduo em Louvor a Santo Afonso
Parceiros na Missão Redentorista, organizam o Tríduo em Louvor a Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, confira abaixo o vídeo da apresentação sobre uma parte da vida de Santo Afonso: sua pregação do Evangelho aos pobres, que na época eram os excluídos cabreiros. E também algumas fotos dos momentos da Santa Missa.
O teatro foi conduzido por membros da Pastoral da Acolhida, Shai Jovem e Parceiros na Missão Redentorista, todos atuantes no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Curitiba/PR.
Teve inicio hoje, sexta-feira, o tríduo em louvor a Sto. Afonso Maria de Ligório. O tríduo foi idealizado e está sendo conduzido pelos "Parceiros da Missão".
Confira a Homilia proferida por Pe. Primo Hipólito, esta reflexão foi escrita por Pe. Lourenço Kearns, CSsR:
A EUCARISTIA
Diz-se que a espiritualidade de Santo Afonso gira sobre três momentos chaves na vida de Cristo: a encarnação, a paixão e a eucaristia. Isto é uma descrição verídica se entendemos que não são três momentos distintos e exclusivos. Para Afonso, os três são ligados por uma só verdade: o amor enlouquecido de Deus para nós. Portanto quando Afonso escreve sobre a Eucaristia, ele já está pensando no momento da doação suprema de Cristo na Encarnação e na cruz. O presépio, a cruz, e a ressurreição estão sempre presentes quando ele fala da eucaristia e vice-versa. Na introdução de sua obra sobre a Paixão, Afonso escreve: “Foi por essa finalidade que Você instituiu a Eucaristia para que possamos ter uma lembrança constante de sua Paixão.” Portanto, a Eucaristia é para Afonso um memorial diário do amor de Jesus a nós manifestado pela morte dele na cruz que teve por finalidade que nós amássemos a Ele em troca. Amor exige uma resposta de amor é central na espiritualidade de Afonso. Deus nos ama loucamente na pessoa de seu Filho, e nós, como indivíduos, e como uma comunidade, respondemos amando a Deus de todo nosso coração. Para Afonso, a Eucaristia foi a maneira mais radical de expressar o amor de Deus a nós e de continuar a missão de Cristo para salvar toda a humanidade. A missão do Santíssimo Redentor continua na Eucaristia. Salvação para Afonso significa o processo onde começamos a entender o centro de toda nossa espiritualidade cristã: o amar a Deus e ao próximo (a aliança do batismo). Por isso, a melhor maneira para nos ajudar a cumprir essa espiritualidade é ter a lembrança da presença amorosa de Deus entre nós na Eucaristia. Afonso quis que entendêssemos até que ponto o amor de Deus foi para nos salvar (encarnação -cruz - eucaristia) para que possamos responder com nosso amor vivendo sua vontade em nossas vidas. Por isso a teologia de Afonso é, sobretudo pastoral. Ele quis levar pessoas à ação, que ao respeito da Eucaristia, seria a amar a Jesus Cristo que nos amou primeiro.
A teologia de Santo Afonso sobre a eucaristia se resume em três pontos: o sacrifício - a santa comunhão, e a presença constante de Cristo no Santíssimo. Suas apresentações sobre esses assuntos são tradicionais, porém, a exposição é feita com simplicidade e com a finalidade de mover o coração do leitor para responder para o amor de Deus se revelado nesse sacramento. Por isso Afonso frisa o aspecto de sacrifício universal, isto é, que o sacrifício de Cristo que acontece em cada Missa aboliu todos os sacrifícios antigos, porque é o único e perfeito sacrifício que nos livre da condenação por nossos pecados. Por Cristo e seu sacrifício na cruz, foi restabelecido uma relação de amizade e de fidelidade para com o Pai. Para Afonso, Cristo renova tudo de novo na Missa - todo o ato de redenção - encarnação- cruz- e ressurreição e não simbolicamente mas realmente. O amor de Deus está no centro de cada celebração eucarística. Cristo é sobretudo na Missa o Sacerdote que intercede por nós os pecadores. Ele é sacerdote - vitima - e resgate que nos liberta de nossos pecados e nos reconcilia com seu Pai. Por isso a Missa é uma fonte de graça para toda a Igreja, porque é o próprio Cristo quem intercede por nós por amor no oferecer livremente de sua vida para nos salvar. Afonso diz: “ o nosso amoroso Redentor continuamente no céu está intercedendo por nós, mas isto ele o faz especialmente na Missa quando ele mesmo se apresenta ao Pai por meio do sacerdote.” Afonso luta para que o povo entende bem esses atos incríveis de amor de Deus a nós e por isso nossa resposta não pode ser fria, passiva e indiferente. Ele tem palavras fortes para os sacerdotes que rezam a Missa sem devoção: “ Ofenda a Deus aquele sacerdote que não crê no sacramento da Eucaristia, mas ofende muito mais aquele sacerdote que crê e não lhe dá o devido respeito e, ao mesmo tempo faz com que outros percam a fé por o verem celebrar com pouquíssima reverência.”
O segundo elemento é a comunhão. Devemos lembrar que a heresia de Jansenismo estava em toda parte da Igreja e pregava contra a recepção freqüente da santa comunhão. Ninguém estava digno fora dos “perfeitos”. Afonso defendeu a recepção freqüente da santa comunhão e sofreu muita crítica por isso. Afonso mais uma vez voltou para o ponto central de amor. Deus quer estar perto de seu povo porque o ama. A eucaristia foi instituída por Deus para que Deus podia descer e estar com seu povo num diálogo amoroso. Ele escreveu: “ devemos estar certos de que uma pessoa não pode fazer e nem pensar fazer coisa mais agradável a Jesus Cristo do que comungar com as disposições convenientes a tão grande hóspede, pois esta é a intenção deste apaixonado Senhor” (Prática do amor a Jesus Cristo, p. 22)
E finalmente sobre a presença real. Santo Afonso teve desde sua juventude uma fé profunda em Jesus presente na Eucaristia. Ele ficava horas diante do Santíssimo. Ele mesmo disse que devia sua vocação sacerdotal ao Santíssimo Sacramento. Foi a grande fonte de sua conversão contínua em tentar “continuar Cristo Redentor” no tempo dele. Ele contemplava o ser e o agir desse SS.Redentor na Eucaristia e ficou pouco a pouco “apaixonado” por ele porque descobriu que Cristo primeiro ficou apaixonado por ele nesse sacramento. Por isso publicou seu pequeno livro “ Visitas ao SS. Sacramento” para inflamar outros com o mesmo amor que ele sentiu ao Cristo na presença real e fiel. O sucesso desse pequeno livro está possivelmente na articulação, no conteúdo, mas, sobretudo está na revelação dos sentimentos profundos, amorosos e afetuosos duma alma apaixonada por Deus que foi mais nada do que Afonso mesmo. Como disse G. Cacciatore atento estudioso de Santo Afonso: “Não se lêem sem comoção as suas visitas ao SS. Sacramento, onde ele colocou admiravelmente o mais caro e doce pensamento da Igreja sobre a Eucaristia. Aparece a linguagem de uma pessoa enamorada por Deus e assume os comportamentos mais variados, parte de palavras de um amor confiante para chegar a expressões de um místico”.Afonso apresente Jesus como:
1 - fonte de todos os bens; 2 - o pão de vida; 3 - fonte de graça; 4 - o bom pastor; 5 - o médico das almas; 6 - o nosso melhor amigo; 7 - o dom do Pai; 8 - o hóspede das nossas Igrejas; 9 - fonte de bondade e de misericórdia; 10 - convite à conversão; 12 - companheiro nos sofrimentos. E mais uma vez Afonso foi pastoral. O fim último das visitas é despertar o amor e a amizade verdadeira e fiel para com Jesus Cristo que nos amou primeiro na presépio, na cruz e na eucaristia.
O teatro foi conduzido por membros da Pastoral da Acolhida, Shai Jovem e Parceiros na Missão Redentorista, todos atuantes no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Curitiba/PR.
Teve inicio hoje, sexta-feira, o tríduo em louvor a Sto. Afonso Maria de Ligório. O tríduo foi idealizado e está sendo conduzido pelos "Parceiros da Missão".
A EUCARISTIA
Diz-se que a espiritualidade de Santo Afonso gira sobre três momentos chaves na vida de Cristo: a encarnação, a paixão e a eucaristia. Isto é uma descrição verídica se entendemos que não são três momentos distintos e exclusivos. Para Afonso, os três são ligados por uma só verdade: o amor enlouquecido de Deus para nós. Portanto quando Afonso escreve sobre a Eucaristia, ele já está pensando no momento da doação suprema de Cristo na Encarnação e na cruz. O presépio, a cruz, e a ressurreição estão sempre presentes quando ele fala da eucaristia e vice-versa. Na introdução de sua obra sobre a Paixão, Afonso escreve: “Foi por essa finalidade que Você instituiu a Eucaristia para que possamos ter uma lembrança constante de sua Paixão.” Portanto, a Eucaristia é para Afonso um memorial diário do amor de Jesus a nós manifestado pela morte dele na cruz que teve por finalidade que nós amássemos a Ele em troca. Amor exige uma resposta de amor é central na espiritualidade de Afonso. Deus nos ama loucamente na pessoa de seu Filho, e nós, como indivíduos, e como uma comunidade, respondemos amando a Deus de todo nosso coração. Para Afonso, a Eucaristia foi a maneira mais radical de expressar o amor de Deus a nós e de continuar a missão de Cristo para salvar toda a humanidade. A missão do Santíssimo Redentor continua na Eucaristia. Salvação para Afonso significa o processo onde começamos a entender o centro de toda nossa espiritualidade cristã: o amar a Deus e ao próximo (a aliança do batismo). Por isso, a melhor maneira para nos ajudar a cumprir essa espiritualidade é ter a lembrança da presença amorosa de Deus entre nós na Eucaristia. Afonso quis que entendêssemos até que ponto o amor de Deus foi para nos salvar (encarnação -cruz - eucaristia) para que possamos responder com nosso amor vivendo sua vontade em nossas vidas. Por isso a teologia de Afonso é, sobretudo pastoral. Ele quis levar pessoas à ação, que ao respeito da Eucaristia, seria a amar a Jesus Cristo que nos amou primeiro.
A teologia de Santo Afonso sobre a eucaristia se resume em três pontos: o sacrifício - a santa comunhão, e a presença constante de Cristo no Santíssimo. Suas apresentações sobre esses assuntos são tradicionais, porém, a exposição é feita com simplicidade e com a finalidade de mover o coração do leitor para responder para o amor de Deus se revelado nesse sacramento. Por isso Afonso frisa o aspecto de sacrifício universal, isto é, que o sacrifício de Cristo que acontece em cada Missa aboliu todos os sacrifícios antigos, porque é o único e perfeito sacrifício que nos livre da condenação por nossos pecados. Por Cristo e seu sacrifício na cruz, foi restabelecido uma relação de amizade e de fidelidade para com o Pai. Para Afonso, Cristo renova tudo de novo na Missa - todo o ato de redenção - encarnação- cruz- e ressurreição e não simbolicamente mas realmente. O amor de Deus está no centro de cada celebração eucarística. Cristo é sobretudo na Missa o Sacerdote que intercede por nós os pecadores. Ele é sacerdote - vitima - e resgate que nos liberta de nossos pecados e nos reconcilia com seu Pai. Por isso a Missa é uma fonte de graça para toda a Igreja, porque é o próprio Cristo quem intercede por nós por amor no oferecer livremente de sua vida para nos salvar. Afonso diz: “ o nosso amoroso Redentor continuamente no céu está intercedendo por nós, mas isto ele o faz especialmente na Missa quando ele mesmo se apresenta ao Pai por meio do sacerdote.” Afonso luta para que o povo entende bem esses atos incríveis de amor de Deus a nós e por isso nossa resposta não pode ser fria, passiva e indiferente. Ele tem palavras fortes para os sacerdotes que rezam a Missa sem devoção: “ Ofenda a Deus aquele sacerdote que não crê no sacramento da Eucaristia, mas ofende muito mais aquele sacerdote que crê e não lhe dá o devido respeito e, ao mesmo tempo faz com que outros percam a fé por o verem celebrar com pouquíssima reverência.”
O segundo elemento é a comunhão. Devemos lembrar que a heresia de Jansenismo estava em toda parte da Igreja e pregava contra a recepção freqüente da santa comunhão. Ninguém estava digno fora dos “perfeitos”. Afonso defendeu a recepção freqüente da santa comunhão e sofreu muita crítica por isso. Afonso mais uma vez voltou para o ponto central de amor. Deus quer estar perto de seu povo porque o ama. A eucaristia foi instituída por Deus para que Deus podia descer e estar com seu povo num diálogo amoroso. Ele escreveu: “ devemos estar certos de que uma pessoa não pode fazer e nem pensar fazer coisa mais agradável a Jesus Cristo do que comungar com as disposições convenientes a tão grande hóspede, pois esta é a intenção deste apaixonado Senhor” (Prática do amor a Jesus Cristo, p. 22)
E finalmente sobre a presença real. Santo Afonso teve desde sua juventude uma fé profunda em Jesus presente na Eucaristia. Ele ficava horas diante do Santíssimo. Ele mesmo disse que devia sua vocação sacerdotal ao Santíssimo Sacramento. Foi a grande fonte de sua conversão contínua em tentar “continuar Cristo Redentor” no tempo dele. Ele contemplava o ser e o agir desse SS.Redentor na Eucaristia e ficou pouco a pouco “apaixonado” por ele porque descobriu que Cristo primeiro ficou apaixonado por ele nesse sacramento. Por isso publicou seu pequeno livro “ Visitas ao SS. Sacramento” para inflamar outros com o mesmo amor que ele sentiu ao Cristo na presença real e fiel. O sucesso desse pequeno livro está possivelmente na articulação, no conteúdo, mas, sobretudo está na revelação dos sentimentos profundos, amorosos e afetuosos duma alma apaixonada por Deus que foi mais nada do que Afonso mesmo. Como disse G. Cacciatore atento estudioso de Santo Afonso: “Não se lêem sem comoção as suas visitas ao SS. Sacramento, onde ele colocou admiravelmente o mais caro e doce pensamento da Igreja sobre a Eucaristia. Aparece a linguagem de uma pessoa enamorada por Deus e assume os comportamentos mais variados, parte de palavras de um amor confiante para chegar a expressões de um místico”.Afonso apresente Jesus como:
1 - fonte de todos os bens; 2 - o pão de vida; 3 - fonte de graça; 4 - o bom pastor; 5 - o médico das almas; 6 - o nosso melhor amigo; 7 - o dom do Pai; 8 - o hóspede das nossas Igrejas; 9 - fonte de bondade e de misericórdia; 10 - convite à conversão; 12 - companheiro nos sofrimentos. E mais uma vez Afonso foi pastoral. O fim último das visitas é despertar o amor e a amizade verdadeira e fiel para com Jesus Cristo que nos amou primeiro na presépio, na cruz e na eucaristia.
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